O Ser da História


Minha paixão pela área que escolhi é algo que esta presente em minhas reações diárias, sempre gostei de escrever, representando meus sentimentos, saudades, paixões e tudo o que pudesse compartilhar. A vida não é só de obras acadêmicas e na época, ainda estudante de História. no ano de 2007, durante o almoço de uma escola que estagiei, fiquei ali sentada, olhando o céu e peguei um papel de caderno que estava no meu bolso e um lápis que ganhei em um museu que tinha visitado com a faculdade naquele ano. Naquele dia sentia e refletia sobre meus caminhos e o porque de minhas escolhas e então veio a vontade de escrever e foi assim que nasceu um pensamento, não chamo nem de poesia, soneto, apenas um pensamento, sem os cuidados técnicos durante a sua produção e então escrevi O SER DA HISTÓRIA, em quem anos mais tarde publiquei no site Recanto das Estrelas em 2013. Trago para meu site, pois o texto transmiti o que sinto pela área que escolhi de forma sincera e ainda na época com aquela visão de quem descobria a História.

O SER DA HISTÓRIA Ludmila Pena Fuzzi Sou o que todos são, sou uma folha caída em um chão sujo, uma jóia brilhante no pescoço de uma rainha. Sou a brisa que beija a face do mundo e a larva que escoa do ceio da Terra Mãe. Ser não é sentir-se eu, ser é sentir-se nós. Sou o brilho dos olhos das crianças africanas, sou um fio do veludo usado pelos czares. Sou a ponta aguda das flechas dos grandes índios guerreiros e um átomo do Grande Nilo. Sou o grito oprimido dos escravos, sou o aroma dos grandes cafezais. Sou a marcha do Exército Romano e as lágrimas dos servos feudais. Ser não é sentir-se eu, ser é sentir-se nós. Sou as luzes dos iluministas, sou a corda no pescoço dos mártires. Sou as medalhas de Napoleão e Hitler, e a esperança dos revolucionários e dos judeus. Sou o vapor das grandes indústrias e o pó do carvão nas mãos dos proletariados. Sou o sol dos astecas, o brilho dos incas e a grandeza Americana. Ser não é sentir-se eu, ser é sentir-se nós. Sou o sonho das cruzadas e o medo dos palestinos. Sou a terra prometida e o vinho dos Senhores Feudais. Sou as pinceladas renascentistas e a transformação moderna. Sou o verde e amarelo marcado na face estudantil, sou a hegemonia dos EUA. Sou à alegria mexicana, o gingar baiano, a nota mais alta da ópera italiana. Sou a chama Yorubá e o estalar do ferro fundido pelo ferreiro dos grandes Cavaleiros. Sou a democracia, a ditadura e o sonho de Maquiavel. Sou as palavras de Descartes e a busca da verdade. Não tenho vida, mas sou a própria vida; Não sou as respostas, sou a interrogação; Não sou a fé, mas sou a compreensão da fé; Não sou ser Humano, mas sou o berço humano; Não sou o tempo, mas sou à harmonia que afina o tempo. SOU A HISTÓRIA !!!!!!

Publicado Inicialmente em: https://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/4234178

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