O Conceito Patrimonial na Política da Antiguidade


Fonte: https://www.infoescola.com/historia/grecia-antiga/, acessado em 22/02/2019 às 19:32

Os romanos viam o patrimônio como um bem privado, sem considerar os patrimônios pertencentes ao Estado. No início do Império Romano a forma de governo impregnada era a República com características de centralização de poder. Augusto César, sobrinho de César (Primeiro Imperador) colocou o sistema político centralizado nas mãos do cidadão principado (primeiro cidadão), podia controlar todas as ramificações do poder. Dentro deste quadro a questão patrimonial torna-se como fonte de riqueza. Todos os prédios que pertencem ao Estado ficavam sobre o controle de um único indivíduo. Uma das marcas políticas do início do período imperial romano é o próprio individualismo. O individualismo humano atualmente é mais considerado do que antigamente. Antes do conceito de propriedade privada, os trabalhos em comunidade eram executados através de corvéias reais e ou compulsórios. Tudo o que era produzido para a comunidade e com a Revolução Agrícola , se teve o excedente.

Os gregos, diferentes dos romanos, viam patrimônio como riqueza em que um mesmo local pertencesse a toda a população. Com a Democracia sem seu sistema político, a população era incentivada a participar destes movimentos e por isso foram construídas várias praças, em que os chamados cidadãos se encontravam para discutir política. Com este contexto, o patrimônio tornou-se um espaço de reflexões políticas tendo como forte tendência a procura pela identidade grega.

Tanto a história quanto o patrimônio, no senso comum, se relacionam com a Antiguidade Clássica através de imagens emblemáticas. Quando nos lembramos do patrimônio, afloram as imagens dos remanescentes da Grécia antiga como seu exemplo consagrado. Quando nos lembramos da história, é para lá que retrocede a origem do ofício do historiador. Mas nenhum desses dois conceitos existia, naquela época, com o entendimento que temos hoje em dia. Porém, a designação de antiguidade e sofrendo uma ação ambígua, o conceito de monumento histórico emergiu em Roma, por volta de 1420, em que se unificaram as perspectivas históricas, artísticas e de preservação. Mas vão decorrer mais de três séculos antes do conceito adquirir a sua denominação definitiva, no contexto da Revolução Francesa. Para este ponto faremos uma outra postagem.